sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Quando é difícil perceber a própria Vontade

"Quando alguém continuamente defronta-se com um perigo que é incapaz de vencer, sua linha final de defesa é evitar a sensação de perigo." (Rollo May, O homem à procura de si mesmo. 1953)



Antes de avançar para o Passo 2 do roteiro proposto anteriormente neste blog, vamos voltar a atenção para o leitor que tem dificuldade de acessar uma vontade sua. Isso é mais comum do que se pode imaginar.

Entenda que o fato de pessoas se mostrarem em ação rumo a um dado objetivo, não significa que o estejam fazendo em função da sua vontade de se realizar como SER. A motivação pode ser o TER: dinheiro, status, reconhecimento, poder, a imagem de felicidade etc.

Será que a autoridade que está por trás da sua motivação é efetivamente você ou uma autoridade anônima porém influente?

Chamou-me a atenção hoje um texto cuja citação postei acima, do psicanalista Rollo May. Um livro de um passado não tão distante de nós que me parece extremamente atual. O autor atenta para estudos de um outro psicanalista, Erich Fromm, que apontaram para a observação de que em meados do século passado as pessoas deixaram de viver sob a autoridade da igreja ou das leis morais (com ressalvas, a meu ver), mas se submeteram a autoridades anônimas, como a opinião pública.

Será se não é assim ainda hoje? Observemos os tipos de postagens feitas nas redes sociais e que efeitos elas geram ou se espera que gerem. 
"A autoridade é o póprio público, mas esse público é uma simples reunião de indivíduos, cada qual com seu radar ligado para descobrir o que os outros dele esperam". (RolloMay, 1953)
Diante de tantas expectativas e exigências, como não sentir o perigo (de contrariar e suas consequências) rondando?! E querer evitá-lo??

Porém a cada dia a vida que quer vibrar em você te pergunta: até quando?

Até quando você se submeterá a uma autoridade outra que não seja a sua própria?

Até quando viverá no cativeiro do medo de viver?

E a cada dia a vida faz um convite. Sempre que você sente insatisfação, raiva, angústia, medo... é a vida vibrando em você e te convidando para o desenvolvimento dos seus potenciais para SER.

A cada momento de alegria genuína, de sensação de paz, de prazer legítimo... é o momento da vida retribuindo a você em gratidão por deixá-la se manifestar.

Em todos os dias  há oportunidade de viver... o dia todo.

Você pode aceitar... ou não. Uma coisa é certa: o ser humano escolhe sempre (consciente ou inconscientemente) o que considera o melhor para si.

P.S.: Crescer dói.

   
Gisele Faria 
Psicoterapeuta (CRP 05/37984)
Terapeuta complementar

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Estrada de Jacarepaguá 7221 Sala 508 Freguesia RJ

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"O que significa SUCESSO para você?"

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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Um roteiro para o desenvolvimento da responsabilidade: Passo 1 - Vontade

A responsabilidade é uma virtude. Para os antigos orientais, ela anda lado a lado com o medo. Ambos são polaridades importantes no alcance do equilíbrio. Encontrar a medida adequada é tarefa para a vida toda.  

Eu não sei quanto a você, mas quando penso na palavra responsabilidade, sinto um frio na barriga.

E se num momento crucial eu tomar uma decisão que pode ser fatal para mim ou para o  outro? 

Você já se pegou com um pensamento assim?

Você já ouviu alguém dizer "Isso foi culpa sua!"? Criança faz muito isso... (com quem ela aprende esse comportamento se é criança??) Ou então, diante de uma iminente reprovação, apontar para o outro e dizer "Foi ele! Não tenho nada com isso...".

Não é fácil assumir a responsabilidade de qualquer ação. Afinal, toda ação gera um efeito que podemos até supor, mas não podemos controlar. Veio-me à mente aquele filme, Efeito Borboleta. Se você já assistiu, entenderá a associação. Senão, aqui está um convite.

Pois é... Podemos controlar em certa medida nossos atos mas não podemos controlar os efeitos deles. Podemos imaginar, podemos avaliar através da observação e experiências pregressas, que podem nos dar dicas de como nos conduzir para o objetivo que buscamos. Mas nada disso garante que o mesmo será atingido.

Digo que controlamos nossos atos em certa medida porque somos uma complexidade de variáveis que nem sempre conseguimos perceber. E por essa razão podemos vir a agir diferente daquilo que calculamos previamente.

Então qual o sentido da responsabilidade em nossas vidas, já que não temos controle de "quase" nada? 

Parece pouco, mas esse "quase" é muita coisa, sabia?

Quanto mais nos conectamos a essas variáveis representadas pelos nossos pensamentos, sentimentos e emoções, maiores são as chances de dominar esse "quase", através do autocontrole.

Não há como fugir da responsabilidade. Mesmo quando escolhemos fugir de algo, consciente ou inconscientemente, somos responsáveis por essa escolha. Se você escolhe delegar a responsabilidade para outra pessoa, essa responsabilidade é sua. Se você se recusa a encarar algo, isso é uma escolha sua. Parafraseando Jean-Paul Sartre, somos condenados a escolher.

Podemos evitá-lo a todo custo, mas o convite para que nos apropriemos da nossa escolha se faz o tempo todo, através da nossa vontade. "A gente não quer só comida", já diz a música dos Titãs. A gente está sempre querendo, desejando, almejando algo. É a vontade que nos impulsiona ao movimento da vida.

(Nascemos por causa do desejo de quem nos gerou, seja qual for a motivação.)

O ano de 2013 acabou, e com o nascimento de 2014 renovamos a nossa vontade de que algo aconteça. O que você almeja para este ano? 

Que tal começar o novo ciclo ampliando sua consciência para o que você tem vontade de realizar neste ano e, consequentemente, na sua vida?


Faça sua lista!

Em breve próximo passo do roteiro: Planejamento

Gisele Faria 
Psicoterapeuta (CRP 05/37984)
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sábado, 14 de dezembro de 2013

Como você quer renascer em 2014

A cada fim de ano ouvimos alguns comentários típicos, tanto de pessoas crentes quanto descrentes do que o Natal e a virada do ano significam.

Tem gente que diz "Uma verdadeira bobagem. Entra ano, sai ano, as pessoas pulam ondas, vestem roupas da cor tal, pedindo coisas que não têm, como se isso fosse mudar alguma coisa."

Ou então "É um momento puramente comercial. As pessoas saem às ruas desesperadas à procura de presentes e não estão nem aí para o significado disso". E o Reveillon pode render uma boa balada...

Ainda, "Pura hipocrisia. O ano todo destrata gente, faz bobagem e agora vira bonzinho".

Há aquelas que, em contrapartida, trazem consigo lembranças agradáveis de um encontro familiar ou entre amigos, desde a confecção dos quitutes até a distribuição dos presentes. E que realmente acreditam que o ano seguinte será um ano melhor.

Podemos concordar, enfim, que positivamente ou não, cada um tem uma opinião em relação às datas de dezembro que não "saem batido" do pensamento de ninguém.

E cada uma das opiniões têm seu fundo de verdade. Até porque se referem às experiências vividas por cada indivíduo ao longo da nossa história, estendida de geração a geração.

Por isso faço aqui o seguinte convite à reflexão: pensemos no que tradicionalmente estas datas representam. Ambas destacam um aspecto comun: o Renascimento. E qual a finalidade disso?

Bem, nós vivemos no mundo das formas, onde criamos padrões de medida cronológica, não é mesmo? Dividimos o tempo em anos, meses, horas, segundos e por aí vai... Isso serve para nos auxiliar a nos situar neste mundo, composto, segundo conceitos criados por nós, de espaço e de tempo.

Você deve estar se perguntando o que isso tem a ver com o Renascimento. Respondo... Todos os dias a natureza nos oferta o ensinamento de que vivemos constantemente ciclos; os ciclos do dia e da noite, os ciclos das luas e por aí vai. Logo, todos os dias presenciamos o Renascimento.

Acontece que pouco damos bola para isso, não é verdade? Acordamos na segunda esperando pela sexta, sem pararmos para pensar que é uma dádiva o que vivenciamos em cada dia da semana, com tudo de agradável e desagradável que experienciamos.

Sim, porque somos convidados a todo momento a experienciar. Sejam nossos pensamentos, nossas emoções e nossos comportamentos. Um verdadeiro laboratório de si mesmo. Mas quantos de nós fazemos isso no dia-a-dia?

Para isso existem os rituais. A tradição natalina e a ceia da "virada"não deixam de ser um ritual. Ou seja, um momento em que, enquanto preparamos o ambiente para aquela celebração podemos refletir sobre o que representa. Tudo que foi construído ao longo do ano, quais são os anseios para o próximo, o que precisa melhorar, o que já conquistou etc.

Claro, se ficarmos apenas nos queixando e nos vitimizando dizendo como o ano foi bom ou ruim para si, como se o ano fosse um sujeito muito bondoso ou um carrasco que está ali só para te felicitar ou infernizar, realmente, de nada adianta ritual nenhum.

Contudo, se você tem a consciência de que a mudança está em você, então o exercício da reflexão é muito válido. E quanto mais pessoas se encontram nesta sintonia, maior a fluidez dos pensamentos e sentimentos. Por isso geralmente consegue-se extravasar com mais facilidade os sentimentos de amor, compaixão e fraternidade nesses momentos.

Mas podemos fazer isso ao longo do ano inteiro, lembrando que a cada dia há a possibilidade de Renascer.

Então, deixo aqui registrado os meus votos de que cada um, no seu momento de reflexão, estude a si mesmo. Acolha a si mesmo (as dores, as fraquezas - sim, temos fragilidades, as desilusões, as carências) e, ao fazê-lo, deixe emergir toda a potencialidade universal que há dentro de si (os sentimentos mais nobres, o amor por si mesmo, a compaixão, o perdão, a responsabilidade, a alegria de viver - lembrando que viver é um risco). E, renovado, siga a jornada sem fim.

 Seja bem-vindo no novo nascimento!



 Com amor e gratidão,


Gisele Faria 
Psicoterapeuta (CRP 05/37984)
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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

"A autorrealização do Ser"

De Tao veio o Um.
Do Um veio o Dois.
Do Dois veio o Três.
E o Três gerou os Muitos.
Toda a vida surgiu da Treva
E demanda a Luz.
A essência da vida engendra
A harmonia das duas forças.
Nenhum homem quer ser solitário
Abandonado e insignificante
Reis e príncipes se dizem ser assim
Porque sabem do mistério:
Que o inconspícuo será exaltado
E o importante decairá.
Por isto, ensino também eu
O que outros ensinavam:
Quem age egoicamente
Está morto
Antes de morrer.
É este o ponto de partida da minha filosofia.
                                                         (Lao-Tse)

Há inúmeras textos e artigos que discorrem inclusive academicamente sobre o tema autorrealização. Optei, contudo, por este, oriundo da filosofia oriental, por ser tão antigo (6 a.C) e ao mesmo tempo tão contemporâneo. 

Cabe aqui uma breve explicação sobre suas linhas iniciais, embora não sejam o enfoque do presente escrito. A filosofia oriental entende que o Tao seja, em síntese, a combinação das infinitas possiblidades de criação do Universo. A partir dele, surge o Um, representado pelo mundo das formas, do material, cuja relação com o mundo das possibilidades, gera o Dois. É a criatividade em ação na matéria, cuja união gera o Três. A vida manifesta, que gera vida, sucessivamente.

Observemos a proposta do autor quanto à dualidade Treva e Luz a partir da ideia da gestação. A vida que há dentro do útero se desenvolve em meio à escuridão que nele há para, então, ser dada à Luz, no nascimento. Ambas são, portanto, polaridades que envolvem uma mesma força: a vida. O mesmo ocorre para todas as outras polaridades que intercedem uma mesma força ou energia: quente e frio, verão e inverno, alto e baixo, e por aí vai...

A imagem em destaque permite perceber algumas polaridades: pequeno/grande, fraco/forte, claro/escuro. (A Gestalt-terapia e a Psicologia Analítica, abordagens da Psicologia, dão grande destaque a esta relação de polaridades ou opostos polares em sua fundamentação) Num primeiro momento, ouso generalizar que nossa tendência habitual é afirmar que a mãozinha enfraquecida é que necessita da mais forte. Isso porque esquecemos de fazer a correlação que existe entre as polaridades. Uma não é sem a outra. Há uma necessidade mútua que mobiliza ambos a estender as mãos e se unir.

Não se trata de um olhar enrigecido do "isso OU aquilo". Mas da integração pelo "isso E, também, aquilo".

Aí está a chave para a autorrealização: o reconhecimento de que Eu sou tão importante e ao mesmo tempo insignificante quanto o não-Eu. É fundamental que olhemos, sim, para o próprio umbigo. Assim como o é olharmos para o que vai além de nós. Neste movimento, somos altruístas ao sermos egoístas E somos egoístas ao sermos altruístas.

Por isso, Lao-Tsé se refere à morte em vida para quem age egoicamente: agir apenas em função do que se espera vir de fora, ignorando todas as potencialidades que existem no próprio Ser é ignorar a possibilidade de deixar viver a totalidade que a nossa essência propõe.

*Texto modificado em 22/02/2014.
Gisele Faria 
Psicoterapeuta (CRP 05/37984)
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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Amar ao próximo como a si mesmo


Esta frase deve ter sido ouvida por praticamente toda a humanidade, tanto pelos que se afinam com o cristianismo quanto pelos que não.

Há mais de 2.000 anos, segundo os textos bíblicos, fora instituído um mandamento para o homem amar. Um mandamento... para amar.

Isso me faz pensar o quanto desconhecemos, ainda hoje, esse verbo que parece tão familiar e ao mesmo tempo desconhecido; quase um mito, como um pote de ouro no fim do arco-íris.

Talvez tenhamos confundido o real sentido de riqueza. Queremos o ouro, só não atentamos para o fato de que ele não tem forma de bezerro nem é um objeto a ser adorado para que a felicidade bata à porta do coração.

Dois mil anos atrás fora preciso impor ao homem que não matasse; que não roubasse; que não invejasse; que não cobiçasse o que não lhe pertence, que respeitasse.

Crescemos com o que nos foi ditado sobre o que é errado. E então desenvolvemos o processo de educar nossos impulsos. A questão é: nós realmente aprendemos a controlar tais impulsos ou nos condicionamos a repreendê-los? Nós simplesmente decoramos a lição? Ou assimilamos o seu conteúdo?

Buscamos ser bons alunos da vida. Mas que tipo de bons alunos? Aqueles que estudam apenas para tirar nota ou passar de fase? Ou para realmente aprender?

Será que a solução é simplesmente dizer NÃO aos nossos impulsos? Como crianças, eles nos perguntam "Por que não?", fazendo beicinho e batendo o pé no chão, e respondemos "Porque não" ou então "Porque é feio".

Será que o que realmente importa é ficarmos bem na foto? A criança interior, na condição de ser dependente do outro (esse outro inclusive a nossa própria consciência), acaba por engolir a contragosto a resposta sem sentido. Então passa a reproduzir o que lhe foi "ensinado". Até descobrirmos com a própria vida que não é bem assim. E que precisamos de respostas consistentes e coerentes por ter o direito de viver, e não apenas sobreviver.

Por que não dialogar com os impulsos? Por que não dialogar com essa criança que só quer aprender a existir? Aprender inclusive que, para existir, ela precisa do outro assim como precisa da própria vida. Daí a atenção, o cuidado, o respeito. Será que aí não está uma resposta fundamentada?

Será que tanto tempo depois, em pleno Século XXI, nós não somos capazes de refletir e dialogar com nossos impulsos? 

O que é amar, afinal? É seguir indiscriminadamente uma série de regras que nos foram impostas, com a devida funcionalidade, por conta da nossa própria ignorância? É nos mantermos ignorantes simplesmente repetindo o que nos foi repassado de geração a geração sem termos consciência do que escolhemos?

Esse tesouro não é palpável mas é alcançável. 

Como eu sei?? 

Conversando com minha criança interior.

Gisele Faria 
Psicoterapeuta (CRP 05/37984)
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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Uma terapia não convencional


 Neste fim-de-semana terminei uma leitura muito interessante, do livro lançado em 2012 intitulado As Sessões: Minha Vida Como Terapeuta do Sexo, escrito por Cheryl T. Cohen Greene. Aproveitei o tempo livre para assistir ao filme americano As Sessões, escrito e dirigido por Ben Lewin, lançado no mesmo ano, com base em um artigo escrito por Mark O'Brien, ex-cliente de Cheryl.

A autora do livro conta a sua trajetória pessoal e profissional como terapeuta do sexo. Outra denominação para sua função é a de parceira substituta, pois o seu trabalho consiste em auxiliar o indivíduo, tanto do gênero feminino quanto do masculino, a tornar sua sexualidade funcional, promovendo-lhe melhor qualidade de vida.

Chamou-me a atenção que durante toda a leitura a imagem que construí de Cheryl foi a de uma jovem mulher, não obstante sua narração haver abordado inicialmente sua adolescência e encerrado com a sua idade atual, 68 anos. Talvez tal construção decorra da própria jovialidade presente na sua personalidade. Acredito que a sua percepção a respeito da sexualidade bem como a maneira como lida com ela em sua vida permita tal frescor.  

A vida de Cheryl não foi convencional. Ela própria não é uma pessoa convencional. Quero dizer, apesar de toda convenção social que o entorno (inclusive a família) sustenta, a terapeuta nunca se encaixou nesses paradigmas. Ao nadar contra a correnteza moral, tradicional e religiosa da cultura especialmente do Ocidente quanto à sexualidade, sua luta pela individuação e realização enquanto ser, não foi fácil. Resultou, inclusive, em marcas no próprio corpo pela batalha contra o câncer.

Considero a leitura rica porque certamente suscita no leitor inúmeros conflitos internos em função das tais convenções mencionadas no parágrafo anterior e, consequentemente, dos preconceitos que carregamos em nossa bagagem, repleta de heranças que são repassadas de geração a geração.

Tal preconceito é nítido quando se questiona a prática do seu trabalho, visto que Cheryl atua  no exercício propriamente dito da sexualidade. Em suma, sua atuação consiste em encontros de até seis sessões em que gradualmente é estabelecido um rapport (termo utilizado para definir a capacidade de estabelecer uma relação de confiança que permita uma evolução no processo terapêutico) com o candidato à terapia, indicado por um psicólogo ou sexólogo. Isso inclui uma entrevista sobre a questão a ser trabalhada, exercícios de respiração para o equilíbrio entre o corpo e a mente (de modo a controlar a ansiedade), exercícios de percepção corporal e a prática do sexo de acordo com a demanda terapêutica.

Não raro é comparada a uma prostituta. Como se essa profissão fosse indigna de respeito. Mas esse debate não cabe neste texto. De todo modo, a terapeuta explica que uma das diferenças entre uma parceira substituta e uma prostituta é que o objetivo da primeira é que o cliente não necessite do seu auxílio ao término da terapia, ao contrário da segunda, que deseja mantê-lo como cliente. Como todo trabalho terapêutico, o do terapeuta do sexo tem a finalidade de oferecer ao cliente recursos que lhe permitam romper padrões de comportamento limitantes, e viver de maneira mais plena e, assim, saudável.

Outro aspecto que, ao meu ver, permite compreender o caráter terapêutico de sua atuação, feita com o devido profissionalismo e ética, é o que se exige de todo terapeuta, seja no campo da Psicologia ou em qualquer outro: o exercício da COMPAIXÃO. Não fosse essa virtude, não poderíamos de forma alguma auxiliar alguém a se promover o bem-estar, pois nos levaríamos pelo julgamento do outro e de suas ações em substituição à compreensão e entendimento da forma como conduz a vida.

Aliás, muitos dos nossos sofrimentos psíquicos ocorrem em função do julgamento ou da idea dele. Tememos ser nós mesmos, tememos ser julgados. E, se nos descuidamos, criamos uma imagem muito difícil de manter e, por isso, geradora de muita dor e infelicidade.

A sexualidade tem uma relação estreita com a personalidade. Ela está em nosso corpo, em nossa mente, na afetividade, nas emoções. A sexualidade corresponde à intimidade propriamente dita. Em outras palavras, quando se trata da sexualidade é difícil se esconder.

Por esta razão, penso no quanto necessitamos urgentemente exercitar a compaixão por nós mesmos e, assim, pela nossa sexualidade. Através do desenvolvimento da escuta sincera e verdadeira do outro, seja esse outro o seu corpo e suas necessidades, o seu coração e seus anseios, ou os de uma outra pessoa, desenvolvemos a compaixão que há em nós e nos libertamos do julgamento.

Infelizmente, atualmente há poucos terapeutas do sexo atuando nos EUA (parece que em torno de 40 profissionais, homens e mulheres). No Brasil nem sei se existe essa profissão. Uma pena, pois é uma potente ferramenta à qual poderíamos recorrer no campo da sexualidade e, portanto, no campo da vida.  


Gisele Faria 
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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

SHIATSUTERAPIA


“TOQUE PARA EQUILIBRAR A ENERGIA VITAL QUE CIRCULA NO CORPO”



Apesar de ser originário da China, foi no Japão que o Shiatsu se tornou a terapia corporal do modo como é conhecido hoje. Ideal para tratar dores no pescoço, costas e joelhos, stress e tensão emocional, é executada com os polegares (com os dedos em geral) e com a palma das mãos. 

Seguindo os mesmos princípios da Acupuntura, pressionam-se pontos que ficam ao longo dos meridianos (canais energéticos), visando reequilibrar a energia vital que circula pelo corpo e estimular sua resistência às doenças. “A ênfase é na saúde e não à doença”.

Shiatsu é derivada do japonês e quer dizer “pressão dos dedos” (shi significa “dedo” e atsu “pressão”).

Essa terapia é baseada na Medicina Oriental, que acredita que da mesma forma que o homem recebe uma energia da terra, YIN, também está relacionado à energia do cosmos, YANG.

Para o Shiatsu, os pontos doloridos no nosso corpo são, portanto, resultado do desequilíbrio entre esses dois pólos energéticos, causando bloqueio de energia vital e dor.

Por isso a massagem utiliza pressão, fricção e movimentação de articulações e estruturas musculoesqueléticas, entre outras técnicas, a fim de promover a circulação da energia obstruída.

O Shiatsu pode ser aplicado em pessoas de qualquer idade e não apresenta efeitos colaterais, desde que feito corretamente.


Sílvia Helena Caldas (Rioflor 227)
Massagem Sueca  .  Terapia Floral  .  Shiatsu  .  Reiki

Atendimento com hora marcada: