sábado, 14 de dezembro de 2013

Como você quer renascer em 2014

A cada fim de ano ouvimos alguns comentários típicos, tanto de pessoas crentes quanto descrentes do que o Natal e a virada do ano significam.

Tem gente que diz "Uma verdadeira bobagem. Entra ano, sai ano, as pessoas pulam ondas, vestem roupas da cor tal, pedindo coisas que não têm, como se isso fosse mudar alguma coisa."

Ou então "É um momento puramente comercial. As pessoas saem às ruas desesperadas à procura de presentes e não estão nem aí para o significado disso". E o Reveillon pode render uma boa balada...

Ainda, "Pura hipocrisia. O ano todo destrata gente, faz bobagem e agora vira bonzinho".

Há aquelas que, em contrapartida, trazem consigo lembranças agradáveis de um encontro familiar ou entre amigos, desde a confecção dos quitutes até a distribuição dos presentes. E que realmente acreditam que o ano seguinte será um ano melhor.

Podemos concordar, enfim, que positivamente ou não, cada um tem uma opinião em relação às datas de dezembro que não "saem batido" do pensamento de ninguém.

E cada uma das opiniões têm seu fundo de verdade. Até porque se referem às experiências vividas por cada indivíduo ao longo da nossa história, estendida de geração a geração.

Por isso faço aqui o seguinte convite à reflexão: pensemos no que tradicionalmente estas datas representam. Ambas destacam um aspecto comun: o Renascimento. E qual a finalidade disso?

Bem, nós vivemos no mundo das formas, onde criamos padrões de medida cronológica, não é mesmo? Dividimos o tempo em anos, meses, horas, segundos e por aí vai... Isso serve para nos auxiliar a nos situar neste mundo, composto, segundo conceitos criados por nós, de espaço e de tempo.

Você deve estar se perguntando o que isso tem a ver com o Renascimento. Respondo... Todos os dias a natureza nos oferta o ensinamento de que vivemos constantemente ciclos; os ciclos do dia e da noite, os ciclos das luas e por aí vai. Logo, todos os dias presenciamos o Renascimento.

Acontece que pouco damos bola para isso, não é verdade? Acordamos na segunda esperando pela sexta, sem pararmos para pensar que é uma dádiva o que vivenciamos em cada dia da semana, com tudo de agradável e desagradável que experienciamos.

Sim, porque somos convidados a todo momento a experienciar. Sejam nossos pensamentos, nossas emoções e nossos comportamentos. Um verdadeiro laboratório de si mesmo. Mas quantos de nós fazemos isso no dia-a-dia?

Para isso existem os rituais. A tradição natalina e a ceia da "virada"não deixam de ser um ritual. Ou seja, um momento em que, enquanto preparamos o ambiente para aquela celebração podemos refletir sobre o que representa. Tudo que foi construído ao longo do ano, quais são os anseios para o próximo, o que precisa melhorar, o que já conquistou etc.

Claro, se ficarmos apenas nos queixando e nos vitimizando dizendo como o ano foi bom ou ruim para si, como se o ano fosse um sujeito muito bondoso ou um carrasco que está ali só para te felicitar ou infernizar, realmente, de nada adianta ritual nenhum.

Contudo, se você tem a consciência de que a mudança está em você, então o exercício da reflexão é muito válido. E quanto mais pessoas se encontram nesta sintonia, maior a fluidez dos pensamentos e sentimentos. Por isso geralmente consegue-se extravasar com mais facilidade os sentimentos de amor, compaixão e fraternidade nesses momentos.

Mas podemos fazer isso ao longo do ano inteiro, lembrando que a cada dia há a possibilidade de Renascer.

Então, deixo aqui registrado os meus votos de que cada um, no seu momento de reflexão, estude a si mesmo. Acolha a si mesmo (as dores, as fraquezas - sim, temos fragilidades, as desilusões, as carências) e, ao fazê-lo, deixe emergir toda a potencialidade universal que há dentro de si (os sentimentos mais nobres, o amor por si mesmo, a compaixão, o perdão, a responsabilidade, a alegria de viver - lembrando que viver é um risco). E, renovado, siga a jornada sem fim.

 Seja bem-vindo no novo nascimento!



 Com amor e gratidão,


Gisele Faria 
Psicoterapeuta (CRP 05/37984)
Terapeuta complementar

Atendimento com hora marcada:
(21) 8872-7799
Estrada de Jacarepaguá 7221 Sala 508 Freguesia RJ


 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

"A autorrealização do Ser"

De Tao veio o Um.
Do Um veio o Dois.
Do Dois veio o Três.
E o Três gerou os Muitos.
Toda a vida surgiu da Treva
E demanda a Luz.
A essência da vida engendra
A harmonia das duas forças.
Nenhum homem quer ser solitário
Abandonado e insignificante
Reis e príncipes se dizem ser assim
Porque sabem do mistério:
Que o inconspícuo será exaltado
E o importante decairá.
Por isto, ensino também eu
O que outros ensinavam:
Quem age egoicamente
Está morto
Antes de morrer.
É este o ponto de partida da minha filosofia.
                                                         (Lao-Tse)

Há inúmeras textos e artigos que discorrem inclusive academicamente sobre o tema autorrealização. Optei, contudo, por este, oriundo da filosofia oriental, por ser tão antigo (6 a.C) e ao mesmo tempo tão contemporâneo. 

Cabe aqui uma breve explicação sobre suas linhas iniciais, embora não sejam o enfoque do presente escrito. A filosofia oriental entende que o Tao seja, em síntese, a combinação das infinitas possiblidades de criação do Universo. A partir dele, surge o Um, representado pelo mundo das formas, do material, cuja relação com o mundo das possibilidades, gera o Dois. É a criatividade em ação na matéria, cuja união gera o Três. A vida manifesta, que gera vida, sucessivamente.

Observemos a proposta do autor quanto à dualidade Treva e Luz a partir da ideia da gestação. A vida que há dentro do útero se desenvolve em meio à escuridão que nele há para, então, ser dada à Luz, no nascimento. Ambas são, portanto, polaridades que envolvem uma mesma força: a vida. O mesmo ocorre para todas as outras polaridades que intercedem uma mesma força ou energia: quente e frio, verão e inverno, alto e baixo, e por aí vai...

A imagem em destaque permite perceber algumas polaridades: pequeno/grande, fraco/forte, claro/escuro. (A Gestalt-terapia e a Psicologia Analítica, abordagens da Psicologia, dão grande destaque a esta relação de polaridades ou opostos polares em sua fundamentação) Num primeiro momento, ouso generalizar que nossa tendência habitual é afirmar que a mãozinha enfraquecida é que necessita da mais forte. Isso porque esquecemos de fazer a correlação que existe entre as polaridades. Uma não é sem a outra. Há uma necessidade mútua que mobiliza ambos a estender as mãos e se unir.

Não se trata de um olhar enrigecido do "isso OU aquilo". Mas da integração pelo "isso E, também, aquilo".

Aí está a chave para a autorrealização: o reconhecimento de que Eu sou tão importante e ao mesmo tempo insignificante quanto o não-Eu. É fundamental que olhemos, sim, para o próprio umbigo. Assim como o é olharmos para o que vai além de nós. Neste movimento, somos altruístas ao sermos egoístas E somos egoístas ao sermos altruístas.

Por isso, Lao-Tsé se refere à morte em vida para quem age egoicamente: agir apenas em função do que se espera vir de fora, ignorando todas as potencialidades que existem no próprio Ser é ignorar a possibilidade de deixar viver a totalidade que a nossa essência propõe.

*Texto modificado em 22/02/2014.
Gisele Faria 
Psicoterapeuta (CRP 05/37984)
Terapeuta complementar

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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Amar ao próximo como a si mesmo


Esta frase deve ter sido ouvida por praticamente toda a humanidade, tanto pelos que se afinam com o cristianismo quanto pelos que não.

Há mais de 2.000 anos, segundo os textos bíblicos, fora instituído um mandamento para o homem amar. Um mandamento... para amar.

Isso me faz pensar o quanto desconhecemos, ainda hoje, esse verbo que parece tão familiar e ao mesmo tempo desconhecido; quase um mito, como um pote de ouro no fim do arco-íris.

Talvez tenhamos confundido o real sentido de riqueza. Queremos o ouro, só não atentamos para o fato de que ele não tem forma de bezerro nem é um objeto a ser adorado para que a felicidade bata à porta do coração.

Dois mil anos atrás fora preciso impor ao homem que não matasse; que não roubasse; que não invejasse; que não cobiçasse o que não lhe pertence, que respeitasse.

Crescemos com o que nos foi ditado sobre o que é errado. E então desenvolvemos o processo de educar nossos impulsos. A questão é: nós realmente aprendemos a controlar tais impulsos ou nos condicionamos a repreendê-los? Nós simplesmente decoramos a lição? Ou assimilamos o seu conteúdo?

Buscamos ser bons alunos da vida. Mas que tipo de bons alunos? Aqueles que estudam apenas para tirar nota ou passar de fase? Ou para realmente aprender?

Será que a solução é simplesmente dizer NÃO aos nossos impulsos? Como crianças, eles nos perguntam "Por que não?", fazendo beicinho e batendo o pé no chão, e respondemos "Porque não" ou então "Porque é feio".

Será que o que realmente importa é ficarmos bem na foto? A criança interior, na condição de ser dependente do outro (esse outro inclusive a nossa própria consciência), acaba por engolir a contragosto a resposta sem sentido. Então passa a reproduzir o que lhe foi "ensinado". Até descobrirmos com a própria vida que não é bem assim. E que precisamos de respostas consistentes e coerentes por ter o direito de viver, e não apenas sobreviver.

Por que não dialogar com os impulsos? Por que não dialogar com essa criança que só quer aprender a existir? Aprender inclusive que, para existir, ela precisa do outro assim como precisa da própria vida. Daí a atenção, o cuidado, o respeito. Será que aí não está uma resposta fundamentada?

Será que tanto tempo depois, em pleno Século XXI, nós não somos capazes de refletir e dialogar com nossos impulsos? 

O que é amar, afinal? É seguir indiscriminadamente uma série de regras que nos foram impostas, com a devida funcionalidade, por conta da nossa própria ignorância? É nos mantermos ignorantes simplesmente repetindo o que nos foi repassado de geração a geração sem termos consciência do que escolhemos?

Esse tesouro não é palpável mas é alcançável. 

Como eu sei?? 

Conversando com minha criança interior.

Gisele Faria 
Psicoterapeuta (CRP 05/37984)
Terapeuta complementar

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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Uma terapia não convencional


 Neste fim-de-semana terminei uma leitura muito interessante, do livro lançado em 2012 intitulado As Sessões: Minha Vida Como Terapeuta do Sexo, escrito por Cheryl T. Cohen Greene. Aproveitei o tempo livre para assistir ao filme americano As Sessões, escrito e dirigido por Ben Lewin, lançado no mesmo ano, com base em um artigo escrito por Mark O'Brien, ex-cliente de Cheryl.

A autora do livro conta a sua trajetória pessoal e profissional como terapeuta do sexo. Outra denominação para sua função é a de parceira substituta, pois o seu trabalho consiste em auxiliar o indivíduo, tanto do gênero feminino quanto do masculino, a tornar sua sexualidade funcional, promovendo-lhe melhor qualidade de vida.

Chamou-me a atenção que durante toda a leitura a imagem que construí de Cheryl foi a de uma jovem mulher, não obstante sua narração haver abordado inicialmente sua adolescência e encerrado com a sua idade atual, 68 anos. Talvez tal construção decorra da própria jovialidade presente na sua personalidade. Acredito que a sua percepção a respeito da sexualidade bem como a maneira como lida com ela em sua vida permita tal frescor.  

A vida de Cheryl não foi convencional. Ela própria não é uma pessoa convencional. Quero dizer, apesar de toda convenção social que o entorno (inclusive a família) sustenta, a terapeuta nunca se encaixou nesses paradigmas. Ao nadar contra a correnteza moral, tradicional e religiosa da cultura especialmente do Ocidente quanto à sexualidade, sua luta pela individuação e realização enquanto ser, não foi fácil. Resultou, inclusive, em marcas no próprio corpo pela batalha contra o câncer.

Considero a leitura rica porque certamente suscita no leitor inúmeros conflitos internos em função das tais convenções mencionadas no parágrafo anterior e, consequentemente, dos preconceitos que carregamos em nossa bagagem, repleta de heranças que são repassadas de geração a geração.

Tal preconceito é nítido quando se questiona a prática do seu trabalho, visto que Cheryl atua  no exercício propriamente dito da sexualidade. Em suma, sua atuação consiste em encontros de até seis sessões em que gradualmente é estabelecido um rapport (termo utilizado para definir a capacidade de estabelecer uma relação de confiança que permita uma evolução no processo terapêutico) com o candidato à terapia, indicado por um psicólogo ou sexólogo. Isso inclui uma entrevista sobre a questão a ser trabalhada, exercícios de respiração para o equilíbrio entre o corpo e a mente (de modo a controlar a ansiedade), exercícios de percepção corporal e a prática do sexo de acordo com a demanda terapêutica.

Não raro é comparada a uma prostituta. Como se essa profissão fosse indigna de respeito. Mas esse debate não cabe neste texto. De todo modo, a terapeuta explica que uma das diferenças entre uma parceira substituta e uma prostituta é que o objetivo da primeira é que o cliente não necessite do seu auxílio ao término da terapia, ao contrário da segunda, que deseja mantê-lo como cliente. Como todo trabalho terapêutico, o do terapeuta do sexo tem a finalidade de oferecer ao cliente recursos que lhe permitam romper padrões de comportamento limitantes, e viver de maneira mais plena e, assim, saudável.

Outro aspecto que, ao meu ver, permite compreender o caráter terapêutico de sua atuação, feita com o devido profissionalismo e ética, é o que se exige de todo terapeuta, seja no campo da Psicologia ou em qualquer outro: o exercício da COMPAIXÃO. Não fosse essa virtude, não poderíamos de forma alguma auxiliar alguém a se promover o bem-estar, pois nos levaríamos pelo julgamento do outro e de suas ações em substituição à compreensão e entendimento da forma como conduz a vida.

Aliás, muitos dos nossos sofrimentos psíquicos ocorrem em função do julgamento ou da idea dele. Tememos ser nós mesmos, tememos ser julgados. E, se nos descuidamos, criamos uma imagem muito difícil de manter e, por isso, geradora de muita dor e infelicidade.

A sexualidade tem uma relação estreita com a personalidade. Ela está em nosso corpo, em nossa mente, na afetividade, nas emoções. A sexualidade corresponde à intimidade propriamente dita. Em outras palavras, quando se trata da sexualidade é difícil se esconder.

Por esta razão, penso no quanto necessitamos urgentemente exercitar a compaixão por nós mesmos e, assim, pela nossa sexualidade. Através do desenvolvimento da escuta sincera e verdadeira do outro, seja esse outro o seu corpo e suas necessidades, o seu coração e seus anseios, ou os de uma outra pessoa, desenvolvemos a compaixão que há em nós e nos libertamos do julgamento.

Infelizmente, atualmente há poucos terapeutas do sexo atuando nos EUA (parece que em torno de 40 profissionais, homens e mulheres). No Brasil nem sei se existe essa profissão. Uma pena, pois é uma potente ferramenta à qual poderíamos recorrer no campo da sexualidade e, portanto, no campo da vida.  


Gisele Faria 
Psicoterapeuta (CRP 05/37984)
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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

SHIATSUTERAPIA


“TOQUE PARA EQUILIBRAR A ENERGIA VITAL QUE CIRCULA NO CORPO”



Apesar de ser originário da China, foi no Japão que o Shiatsu se tornou a terapia corporal do modo como é conhecido hoje. Ideal para tratar dores no pescoço, costas e joelhos, stress e tensão emocional, é executada com os polegares (com os dedos em geral) e com a palma das mãos. 

Seguindo os mesmos princípios da Acupuntura, pressionam-se pontos que ficam ao longo dos meridianos (canais energéticos), visando reequilibrar a energia vital que circula pelo corpo e estimular sua resistência às doenças. “A ênfase é na saúde e não à doença”.

Shiatsu é derivada do japonês e quer dizer “pressão dos dedos” (shi significa “dedo” e atsu “pressão”).

Essa terapia é baseada na Medicina Oriental, que acredita que da mesma forma que o homem recebe uma energia da terra, YIN, também está relacionado à energia do cosmos, YANG.

Para o Shiatsu, os pontos doloridos no nosso corpo são, portanto, resultado do desequilíbrio entre esses dois pólos energéticos, causando bloqueio de energia vital e dor.

Por isso a massagem utiliza pressão, fricção e movimentação de articulações e estruturas musculoesqueléticas, entre outras técnicas, a fim de promover a circulação da energia obstruída.

O Shiatsu pode ser aplicado em pessoas de qualquer idade e não apresenta efeitos colaterais, desde que feito corretamente.


Sílvia Helena Caldas (Rioflor 227)
Massagem Sueca  .  Terapia Floral  .  Shiatsu  .  Reiki

Atendimento com hora marcada:

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Abrir os olhos para enxergar a alma



O cotidiano conturbado, repleto de pequenas exigências e atribuições diárias dificultam a contemplação da natureza e, consequentemente, a interação com ela, como é mais propício na vida no campo.

Como em tudo que existe, as polaridades têm sua força no estilo de vida empregados, seja na cidade ou no campo. Enquanto na primeira o nível de produtividade de coisas e conhecimentos cresce em progressão, digamos geométrica, no segundo o ritmo é mais lento e por essa razão a produtividade é menor, o que viabiliza a observação e o contato mais estreito com a natureza.

Não cabem aqui julgamentos reducionistas quanto a que tipo de atividade é melhor ou pior. Até porque, conforme o taoísmo, base filosófica da Medicina Tradicional Oriental, propõe, nada é uma coisa só. Não há separatividade total e completa das coisas, justamente porque as coisas não são estáticas, assim como a energia não o é. Somos energia, tudo é energia. Logo, não somos uma coisa só.

Por essa razão, ora precisamos de momentos mais Yang, ou seja, mais ativos e produtivos, ora, mais Yin. Mais introspectivo, mais contemplativo. A harmonia entre esses movimentos é que nos gera o equilíbrio.

Quando congelamos em uma dessas polaridades, adoecemos. Ao viver apenas voltada para o material, para o trabalho, para o outro, sem atentar para as necessidades do interior, a força vital enfraquece, se desequilibra, empobrece. Por isso a importância das relações, do entre, com tudo e com todos.

A planta precisa do sol assim como o sol precisa da planta, pois há uma troca de energias entre ambas. Os animais precisam da planta e do sol, assim como as plantas dos animais. Nós, seres humanos, precisamos dos animais, das plantas, do sol, assim como todos esses elementos vitais precisam de nós. Pecisamos uns dos outros para coexistir.

Como nutrir essa inter-relação com a nossa natureza e a natureza ao nosso redor, incluindo nesse contexto as criações do homem (industriais e manufaturadas)? Às vezes parece até impossível, não parece?

Mas não é. Desde que haja disposição para mudar certos hábitos que não raro se tornaram vícios. O primeiro passo consiste em voltar a ATENÇÃO para a necessidade de interagir melhor consigo mesmo e, logo, com o outro.

Parece mentira, mas o simples fato de dar atenção para algo, já contribui para que mudanças ocorram. A Física Quântica tem constatado esse fenômeno. 

Atente-se para a maneira como você se relaciona e observe como você começa a pensar e a sentir de forma diferente as experiências da vida, até as mais corriqueiras. De repente nem são os pensamentos, os sentimentos ou as sensações que são novos, mas o seu estado de atenção é novo. Este é um comportamento novo. Um passo promove outro, um movimento impulsiona outro, sucessiva e naturalmente.

Como eu já destaquei em outros textos, nem sempre é fácil encarar as constatações dos pensamentos, sentimentos e sensações que transitam em nós. E nessas horas uma ajuda pode ser necessária. Não se abstenha de pedir ajuda. Avalie que tipo de ajuda você precisa para que possa lograr êxito na sua busca.

Frequentemente a desistência e o sentimento de fracasso ocorrem por falta de assertividade na empreitada. A fonte recorrida pode não ter sido a mais adequada. Não engesse crenças como "eu não consigo" ou "não tem jeito" sem avaliar as ferramentas que utilizou para tentar. Para tudo há uma solução, de uma forma ou de outra.

Então... Atenção!


Gisele Faria 
Psicoterapeuta (CRP 05/37984)
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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Caminho de Esperança

Uma maneira de integrar mente, corpo e ambiente é através da meditação.

A meditação é uma prática tão antiga quanto a humanidade, oriunda de diversas culturas, especialmente do oriente.

O termo meditação vem do latim meditare, que significa "voltar-se para o centro, no sentido de desligar-se do mundo exterior" e "voltar a atenção para dentro de si". (fonte: http://pt.wikipedia.org)

Há várias maneiras de meditar. E não obstante haja técnicas especializadas para tal, ela ocorre praticamente intuitivamente no nosso dia-a-dia. Quando você fecha os olhos, respira lenta e profundamente, observando as sensações corpóreas que o simples exercício da respiração promove, naturalmente entra num processo de introspecção.

Uma amiga e leitora do Bem-Se-Quer, Cláudia Benevides, pratica a meditação diariamente, e compartilha conosco a bela imagem que emergiu recentemente em uma dessas experiências.

E sugere a seguinte mentalização, que pode ser feita a qualquer hora do dia e em alguns segundos:



Ao fechar os olhos, visualizar mentalmente um túnel verde, como na foto acima, um caminho gerando a esperança no coração.

E explica:

O que nós vemos e gostamos o nosso coração assimila, e gera bem-estar. O verde é a cor que energiza o nosso coração, nos sintonizando com a saúde das emoções e do nosso físico. O verde é saúde!!! 

Cláudia, o Bem-Se-Quer agradece a preciosa imagem e mensagem compartilhada. Especialmente por contribuir para que alimentemos em nossos corações a esperança e, consequentemente, a vontade de trilhar por um caminho de saúde e equilíbrio. 

"É gostoso poder passar para as pessoas o que as cores nos transmitem: amor, proteção, energização.  É gratificante".
Cláudia Benevides é advogada e trabalha como cromoterapeuta, dentre outras atribuições, em uma instituição espiritualista de caridade, no Rio de Janeiro.