domingo, 22 de maio de 2016

Entre o normal e o natural


"No entanto era verdade. Eu, tão simples e primitiva, que jamais desejara qualquer coisa com intensidade. Eu, inconsciente e alegre, "porque possuía um  corpo alegre"... De repente despertava: que vida escura tivera até então. Agora... Agora eu renascia. Vivamente, na dor, nessa dor que dormia quieta e cega no fundo de mim mesma." 


(Clarice Lispector em Obsessão. Todos os contos, por Benjamim Moser)

Normal é uma palavra que está "na boca do povo". É muito comum obtê-la como resposta quando se pergunta "Como você está?". Ao ouvir alguém responder "Normal", você consegue ter uma ideia minimamente fidedigna sobre o estado dessa pessoa?

Seu significado na Língua Portuguesa se refere a um conjunto de regras ou normas, que é comum, habitual... Na Matemática não é diferente. Diante de uma dada amostra, calcula-se estatisticamente quais elementos apresentam certas características em comum, dentro de uma curva padrão, de normalidade.

Há inúmeras regras e normas que são criadas pelo homem e, consequentemente, pela sociedade. E há aquelas que não são criadas por ele, mas sim observadas, como as leis da natureza. A partir dessa ótica, pergunto, até que ponto existe harmonia entre o normal social e o natural?

Por exemplo, se definirmos como normal estar constantemente sorridente e alegre, ao buscarmos este padrão, deixamos de agir naturalmente. Buscamos prazeres a qualquer custo, negamos outros sentimentos que não aquele esperado, numa sensação de inércia e estagnação. A natureza é dinâmica e cíclica (como o dia e a noite, como as fases lunares, como as estações do ano etc.) e, portanto, está em constante movimento.

Assim como um mesmo dia pode estar ensolarado, nublado ou mesmo chuvoso em momentos distintos, os nossos pensamentos, sentimentos e emoções podem variar ao longo de um dia.

Então, proponho que observe a natureza em você. E antes de buscar corresponder automaticamente aos padrões normais sociais, reflita se os mesmos se harmonizam com o que é natural.


 Gisele Faria 
Psicoterapeuta (CRP 05/37984)
Terapeuta complementar

Atendimento com hora marcada:
(21) 98872-7799

Estrada de Jacarepaguá 7221 Sala 508 Freguesia RJ

sábado, 9 de janeiro de 2016

O que é bom se compartilha, o que não é bom se transforma!


Mensagem perfeita em assertividade assim precisa ser compartilhada :)

"QUER SER UM POUQUINHO MAIS FELIZ EM 2016, NÉ?
Então...
1. Faça o que é certo, não o que parece fácil. O nome disso é Ética.
2. Para realizar coisas grandes, comece pequeno. O nome disso é Planejamento. 
3. Aprenda a dizer 'não'. O nome disso é Foco. 
4. Parou de ventar? Comece a remar. O nome disso é Garra. 
5. Não tenha medo de errar, nem de rir dos seus erros. O nome disso é Criatividade
6. Sua melhor desculpa não pode ser mais forte que seu desejo. O nome disso é Vontade
7. Não basta iniciativa. Também é preciso ter 'acabativa'. O nome disso é Efetividade
8. Se você acha que o tempo voa, trate de ser o piloto. O nome disso é Produtividade
9. Desafie-se um pouco mais a cada dia. O nome disso é Superação
10. Para todo 'game over', existe um 'play again'. O nome disso é Vida.
Por último, coloque em prática A revolução do pouquinho."
                 
                    Eduardo Zugaib - Escritor e Palestrante
                    http://eduardozugaibpalestrante.blogspot.com.br/                     


SEJA FELIZ!

Gisele Faria 
Psicoterapeuta (CRP 05/37984)
Terapeuta complementar

Atendimento com hora marcada:
(21) 98872-7799

Estrada de Jacarepaguá 7221 Sala 508 Freguesia RJ

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Espiritualidade e Saúde Mental


No período entre 04 e 07 de Novembro deste ano, tive a feliz oportunidade de participar do XXXIII Congresso Brasileiro de Psiquiatria, realizado pela Associação Brasileira de Psiquiatria, cujo tema central foi Espiritualidade e Saúde Mental.

Em apresentações distintas, psiquiatras e psicólogos brasileiros e estrangeiros (americanos, holandeses, sul africanos, dentre outras nacionalidades), abordaram a relevância da realização de pesquisas quanto aos efeitos das crenças relacionadas à espiritualidade e/ou à religiosidade sobre a saúde mental. 

De forma geral, estudos apresentados no encontro indicaram que tanto os efeitos positivos quanto os negativos das crenças religiosas sobre a saúde mental dependem da relação estabelecida entre a pessoa e tais crenças. Por esta razão, destacou-se a importância de investigar, durante a anamnese ou os atendimentos psicoterápicos, como a religiosidade e/ou espiritualidade é percebida pela pessoa atendida, se é relevante ou não para a sua compreensão sobre o ser no mundo.

Ainda, foram mostrados trabalhos realizados junto a comunidades religiosas, de modo que a ponte entre a equipe de profissionais da saúde (mental) com a comunidade religiosa da qual a pessoa assistida faz parte pode contribuir significativamente para sua melhora.

Vale ressaltar que a religiosidade pode ser um caminho para o desenvolvimento espiritual, porém este independe da religiosidade.

Espiritualidade se refere, de modo geral, ao sentido do ser no mundo para o indivíduo. Os anseios do espírito (espírito num sentido de essência, de algo que não se vê mas se sente), o que dá sentido à vida, para além do ter. A essência necessita da matéria para realizar. Mas a matéria não realiza sem o ser. Encontrar o equilíbrio entre o ter e o ser é o desafio da existência humana.

Certamente há ainda muito o que pesquisar sobre as crenças quanto à espiritualidade e o comportamento humano. Fico feliz que este tema, tão presente nas questões existenciais, seja finalmente incluído nos estudos contemporâneos sobre a saúde mental. 

Gisele Faria 
Psicoterapeuta (CRP 05/37984)
Terapeuta complementar

Atendimento com hora marcada:
(21) 98872-7799

Estrada de Jacarepaguá 7221 Sala 508 Freguesia RJ

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Sensibilidade e humor em A garota ideal


Para quem nunca experimentou o processo terapêutico, é muito difícil compreender como se dá seu funcionamento quando utilizamos apenas a linguagem verbal para explicá-lo. Isso porque trata de níveis tão profundos de consciência, que se faz necessário manter sob observação sensações, sentimentos, pensamentos e comportamentos a todo momento. 

Desvendar a simbologia do inconsciente requer delicadeza, sensibilidade, conhecimento e experiência, dentre inúmeros quesitos para tal faceta. Por esta razão, compartilho meu sentimento de gratidão a toda a equipe envolvida na produção e execução do filme em destaque no título deste texto, A garota ideal, escrito por Nancy Oliver, dirigido por Craig Gillespie e lançado em 2007.

Nele há uma riqueza de detalhes repletos de sentido e significado, como, por exemplo, a estação do ano em que a história é contada - inverno - e a transformação que acontece ao longo desse período até a primavera.

Um detalhe curioso é que uma das protagonistas do filme é metade brasileira, metade dinamarquesa! Um toque de humor a mais para nós, brasileiros. 

Não pretendo contar aqui o seu enredo, mas sim destacar para o tema que tenho debatido constantemente aqui, no consultório, em todo lugar onde estou. Uma das frases iniciais do filme, dita por um religioso da comunidade, é "Amai-vos uns aos outros". Religiões à parte, só esta virtude preciosa que é o amor pode transformar as vidas de cada um de nós.

Aos olhos do amor não existe doente nem doença mas formas de se comunicar com o mundo. Quando somos despertados para a sutileza dessa ideia, percebemos que a compreensão, a união, a paciência são fundamentais para uma mudança saudável.

O ideal seria que todos tivessem o suporte emocional que Lars, personagem principal do filme, recebeu. Mas se assim não for possível, a transformação não está perdida. Pois ela se inicia em você. Quer saber como? Prepare a pipoca e o cobertor e assista ao filme; todos os personagens retratados nele estão dentro de você.

Gisele Faria 
Psicoterapeuta (CRP 05/37984)
Terapeuta complementar

Atendimento com hora marcada:
(21) 98872-7799

Estrada de Jacarepaguá 7221 Sala 508 Freguesia RJ

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Psicologia e a prática do amor


Hoje é dia do Psicólogo, e diante das mensagens enviadas pelos colegas de profissão e pelos companheiros de jornada, cheguei à conclusão de que a ciência que estuda a alma fundamenta-se na prática do amor.

Aceitar a si mesmo é um ato de amor na sua forma mais sublime. Aceitar a si mesmo requer humildade para reconhecer o que é considerado defeito aos olhos críticos do mundo da forma. Aceitar a si mesmo exige coragem para confrontar a verdade de que sua experiência enquanto ser é solitária. E por isso é tão bom dividir as próprias vivências com o próximo, pois nos damos conta de que somos sozinhos juntos! Por outro lado, aceitar o fato da condição solitária do ser, abre um mundo de possibilidades de realização, pois a partir daí inicia-se o exercício da autonomia. Aceitar a si mesmo demanda educação. Colocar limites à criança interior, sem punições ou castigos. Mas acolhendo o seu choro incontido, seus ataques de birra, seu estranho silêncio, por compreender que são comportamentos reveladores de que algo precisa ser ajustado. Aliando emoção e razão, encontra-se equilíbrio na prática do amor.  

Para a Medicina Tradicional Oriental, o coração (Xin) - o imperador de todo o organismo - abriga a mente, denominada Shen. No coração reside toda a sabedoria celeste sobre o desígnio do ser no mundo terrestre.

É interessante perceber que os conhecimentos de terapias distintas, ao contrário do que parece, se reúnem, se integram, e convergem nos mesmos princípios.

Todo curador deve buscar conhecer as próprias feridas e cuidar delas. "Conhece-te a ti mesmo". "Cura-te a ti mesmo". O nosso dever como curadores que somos na profissão de psicólogos é, com o coração aberto para o amor, o dar e receber, a troca essencial, auxiliar a pessoa que recorre ao nosso trabalho, a reconhecer que nela também existe um curador. Auxiliá-la no retorno ao lar de sua alma.

Uma ressalva é importante. Curar não significa retirar os sintomas. Curar não se trata de ausência de doença. Vale lembrar que saúde não é a ausência de doença. Mas sim o sentimento de bem-estar. Curar é saber o que se passa dentro de você, o que dói, onde dói. Saber o caminho para casa. E sempre que precisar, lá se abrigar. Lá se cuidar, se dar o afago de que necessita. E então seguir se aventurando no mundo, feliz por viver!

Parabéns a todos os psicólogos! Um Viva ao amor!!! 


Gisele Faria 
Psicoterapeuta (CRP 05/37984)
Terapeuta complementar

Atendimento com hora marcada:
(21) 98872-7799

Estrada de Jacarepaguá 7221 Sala 508 Freguesia RJ

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Grupo terapêutico MATERNIDADE



Os desafios e as realizações da maternidade

Grupo terapêutico com base na leitura do livro A maternidade e o encontro com a própria sombra: O resgate do relacionamento entre mães e filhos, de Laura Gutman (Ed. Best Seller).

A proposta deste trabalho foi gerada a partir do entendimento de que, quando trocamos experiências, enriquecemos nossa bagagem pessoal e nos fortalecemos diante dos desafios que nos são ofertados no nosso dia-a-dia.

Que tal mergulhar no estudo deste livro e dividir impressões e vivências, sob orientação profissional, relacionadas ao dom feminino de gestar e gerar vida?

Orientadora: Gisele Faria – Psicóloga (CRP 05/37984) e Terapeuta Complementar
                    
Número de participantes: 06 mulheres por grupo.

Público alvo: mulheres que se afinam com o propósito do grupo.

Número de encontros: 06 encontros quinzenais

Duração: 1h e 30 min

Dia e horário: verifique na página AGENDA DOS GRUPOS TERAPÊUTICOS

Local: Estrada de Jacarepaguá 7221 Sala 508 – Freguesia/Jacarepaguá.

Investimento: R$ 90,00 por encontro


Inscrições: 
(21) 98872-7799
 facebook.com/bemsequer

Grupo Terapêutico CRESCER & PROSPERAR



Nosso ponto de partida para a construção deste grupo terapêutico consiste no entendimento de que, para prosperar, é preciso realizar. Cada indivíduo carrega em si uma vontade essencial de realizar algo em nível profissional, familiar, social, financeiro, de saúde e de lazer. Todos esses níveis compõem um campo de atuação que nos permite contribuir para o progresso do mundo em que vivemos, daí a sensação de bem-estar, de ser útil, posto que as habilidades pessoais, singulares em cada um de nós, são postas em prática.

Vivemos um momento de crise geral: política, econômica, financeira, emocional, ética... A crise é uma fonte promissora para a prosperidade quando a reconhecemos como tal e nos posicionamos a partir dessa ótica. Este ponto de vista nos faz criar. A criatividade nos faz sentir que estamos vivos e, com ela, realizamos.

Venha fazer parte deste grupo que se propõe a prosperar a cada dia, com a consciência cada vez mais ampla de quem somos e o que queremos para nossas vidas.

Orientadoras: 

Gisele Faria – Psicóloga (CRP 05/37984) e Terapeuta Complementar                    
Adriana Vanni – Consultora em Educação Financeira
                       
Número de participantes: 06 pessoas por grupo.

Público alvo: adultos que buscam se realizar em nível afetivo, financeiro, vocacional, de saúde.

Número de encontros: 8 encontros quinzenais

Duração: 1h e 30 min

Dia e horário: verifique na página AGENDA DOS GRUPOS TERAPÊUTICOS

Local: Estrada de Jacarepaguá 7221 Sala 508 – Freguesia/Jacarepaguá.

Investimento: R$ 80,00 por encontro.

Principais temas:

- Crises e Oportunidades
- Necessidades e Obstáculos
- Criatividade e Solução
- Planejamento e Qualidade de Vida
- Prosperidade


Inscrições: 

(21) 98872-7799 Gisele

(21) 99806-8439 Adriana
www.adrianavanni3.wix.com/reeducacaofinanceira
facebook.com/consultoraadrianavanni